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Taxa de habitação e alojamento Airbnb: está (finalmente) isento?

Ah, o Airbnb… Aquela forma simpática de rentabilizar o seu estúdio na cidade quando vai de férias ou de transformar a casa de campo num pequeno tesouro de rendimentos passivos.

4 min de leituraPela equipa StyQR

Ah, o Airbnb… Aquela forma simpática de rentabilizar o seu estúdio na cidade quando vai de férias ou de transformar a casa de campo num pequeno tesouro de rendimentos passivos. Mas quando o fisco entra em cena, a pergunta impõe-se: tem de pagar a taxa de habitação se colocar o seu alojamento no Airbnb?

Aviso desde já: depende. E não é um detalhe menor.

Ponto rápido: o que é a taxa de habitação?

Casa de madeira em miniatura ao lado de pilhas de moedas e cubos com a palavra TAX

Até 2023, a taxa de habitação era um imposto local devido por quem ocupava um alojamento a 1 de janeiro de cada ano. Depois da reforma, este imposto foi eliminado para as habitações próprias permanentes, mas continua a aplicar-se às segundas habitações e aos alojamentos mobilados que não sejam ocupados como habitação permanente.

Sim, mesmo que o seu gato viva lá a tempo inteiro, isso não conta.

Alojamento no Airbnb: aplica-se ao seu caso?

Estúdio mobilado com cama de casal, parede verde, kitchenette, mesa alta e sofá em soalho claro

Se coloca o seu imóvel no Airbnb ou em qualquer outra plataforma de alojamento local, entra numa categoria um pouco particular aos olhos do fisco: a dos proprietários de alojamento local.

E é aqui que a coisa se complica. Porque o fisco adora subtilezas.

Se arrenda a sua habitação permanente de forma ocasional

Boa notícia: não tem de pagar a taxa de habitação por esse imóvel, uma vez que se trata da sua habitação permanente e, como tal, está isento desde a reforma.

Mas atenção: tem de ser realmente a sua habitação permanente, ou seja, tem de viver lá pelo menos oito meses por ano. Caso contrário, pronto: o fisco considera-o titular de uma segunda habitação e o imposto volta a bater-lhe à porta.

Se arrenda uma segunda habitação

Aqui é menos divertido: tem de pagar a taxa de habitação, mesmo que nunca lá ponha os pés. Colocar o imóvel no Airbnb não anula este imposto, muito pelo contrário.

E em algumas cidades (olá Paris, Lyon, Marselha), pode até acrescentar-se uma sobretaxa à conta, para combater os alojamentos vazios. Sim, leu bem: podem cobrar-lhe mais só porque não vive lá.

Caso particular: o alojamento local classificado

Quarto amplo em sótão com cama de madeira, mesa redonda, cadeiras antigas e cortinas vermelhas

Registou o seu imóvel como alojamento local classificado? Talvez possa beneficiar de uma eventual isenção da taxa de habitação, mas apenas se o alojamento não for ocupado por si nem por um inquilino durante todo o ano.

Nesse caso, é equiparado a um espaço profissional. Mas atenção: pode então passar a estar sujeito à CFE (contribuição predial das empresas).

Pequena dica: pode ser sensato contactar a sua repartição de finanças para esclarecer a situação do imóvel. São mais simpáticos do que se pensa (às vezes).

O que deve retirar daqui?

Ponto de interrogação recortado em papel cinzento a revelar fitas coloridas entrelaçadas
SituaçãoTaxa de habitação devida?
Habitação permanente, arrendada pontualmente no AirbnbNão
Segunda habitação, arrendada no AirbnbSim
Imóvel classificado como alojamento local, não habitadoNão (com condições)
Imóvel arrendado durante todo o anoNão (paga o inquilino)

Em conclusão: Airbnb, sim, mas sem esquecer as letras pequenas

Arrendar no Airbnb é uma boa oportunidade. Mas atenção às armadilhas fiscais. A taxa de habitação já é apenas uma memória para as habitações permanentes, mas continua bem viva para as segundas habitações, mesmo que seja apenas o anfitrião digital de um fim de semana.

Reserve, por isso, algum tempo para fazer o balanço com um consultor fiscal ou diretamente com as finanças. Pode poupar-lhe algumas más surpresas… e algumas noites sem dormir.

Se quiser saber mais sobre este tema complexo das declarações fiscais, descubra já o nosso artigo: As normas do alojamento turístico

 

Perguntas frequentes

Arrendo o meu apartamento no Airbnb quando vou de férias, tenho de pagar a taxe d’habitation? Não, desde que o alojamento continue a ser a sua residência principal. A reforma eliminou a taxe d’habitation (o imposto francês de habitação) para as residências principais, e um arrendamento pontual no Airbnb não altera a natureza do imóvel. É o caso mais simples de resolver.

Quanto tempo é preciso viver na habitação para que seja residência principal? Pelo menos oito meses por ano. Abaixo disso, a administração considera que se trata de uma residência secundária, com o imposto correspondente. É este limite que decide a maioria das situações.

A minha residência secundária está arrendada no Airbnb, estou isento? Não. O imposto continua a ser devido nas residências secundárias, mesmo que nunca lá ponha os pés e mesmo que o alojamento seja arrendado grande parte do ano. Cidades como Paris, Lyon ou Marselha aplicam ainda uma sobretaxa destinada a combater os alojamentos devolutos.

A classificação como meublé de tourisme elimina o imposto de habitação? Uma isenção é possível, mas apenas se não ocupar o alojamento e nenhum inquilino lá viver todo o ano. O imóvel passa então a ser equiparado a um espaço profissional. Há um reverso: pode passar a estar sujeito à CFE, a contribuição predial das empresas.

Quem paga o imposto quando o alojamento está arrendado todo o ano? O inquilino, não o proprietário. Sai-se assim da lógica do arrendamento de curta duração: o imóvel está ocupado por outra pessoa, e é essa pessoa que está em causa.

A quem pedir confirmação para o meu caso concreto? Ao seu serviço de finanças, que pode clarificar o estatuto exacto do seu alojamento, ou a um consultor fiscal. Estas situações jogam-se muitas vezes num pormenor de ocupação, e uma confirmação vale mais do que uma suposição.

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