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Turismo espacial: que impactos para o alojamento local?

5 min de leituraPela equipa StyQR

Prepare as malas… e o fato pressurizado! O turismo espacial, durante muito tempo tido como um sonho de ficção científica, está a tornar-se realidade. Mas que consequências poderá este novo tipo de turismo ter no alojamento local? Embarquemos juntos numa viagem pelas estrelas… e pelo imobiliário do futuro.

O que é o turismo espacial?

O turismo espacial designa o conjunto de atividades que permitem a pessoas sem formação profissional, turistas como o senhor e eu, mas com uma conta bancária um pouco mais robusta, viajar para além da atmosfera terrestre.

Isto inclui:

  • Voos suborbitais (alguns minutos de ausência de gravidade, uma ida e volta expresso)
  • Estadias orbitais (tipo Hotel-Estação Espacial)
  • E, um dia, porque não… estadias lunares ou marcianas

O conceito não é novo: já nos anos 2000 a Estação Espacial Internacional tinha recebido alguns turistas milionários. Mas a ideia democratizou-se realmente (só um pouquinho) com a chegada de empresas privadas como a SpaceX, a Blue Origin ou a Virgin Galactic.

Como funciona o turismo espacial?

Ao contrário de um voo da Ryanair, em que a única preparação consiste em calcular se a mala tem realmente 40 cm, um voo espacial exige uma logística ligeiramente mais… técnica.

A formação dos turistas

Antes de partirem a flutuar entre as estrelas, os turistas têm de fazer um treino (respire fundo… já não é tão intenso como o dos astronautas profissionais).

As etapas incluem:

  • Simulações de ausência de gravidade
  • A aprendizagem das posturas anti-G
  • Aulas de segurança
  • E, claro… a arte de tirar a fotografia mais bonita possível da Terra vista do espaço

O voo em si

Consoante os operadores, os voos podem ser:

  • Suborbitais: apenas 10 minutos no espaço, mas uma vista de cortar a respiração
  • Orbitais: estadias de vários dias em órbita
  • Interplanetários (um dia): Moon trip, Mars trip… paciência.

O custo do turismo espacial: quanto custa apanhar as estrelas?

Segure-se bem: o turismo espacial custa atualmente entre 250 000 € e 55 milhões de euros por pessoa, dependendo do tipo de viagem.

Sim, dói. Muito.

  • A Virgin Galacticpropõe voos suborbitais por cerca de 450 000 €.
  • A Blue Originpratica preços semelhantes, às vezes mais elevados em função dos leilões.
  • A SpaceX, por seu lado, propõe estadias orbitais por várias dezenas de milhões de euros.

Mas, como em todas as tecnologias emergentes, os preços deverão descer com o tempo.

Ao fim e ao cabo, lembra-se do preço das televisões de plasma em 2003?…

A implementação do turismo espacial: desafios e inovações

O turismo espacial não surge do nada: exige uma infraestrutura colossal.

Espaçoportos!

Sim, leu bem: os aeroportos do futuro chamam-se espaçoportos.

Os primeiros já nasceram nos Estados Unidos e noutros países que investem neste novo tipo de turismo.

Veículos reutilizáveis

Para reduzir os custos, as empresas apostam na reutilização dos foguetões, um pouco como se pudesse reutilizar um fogo de artifício (não tente isto em casa).

Estações espaciais habitadas por turistas

Há também projetos de hotéis espaciais a flutuar nas gavetas, literalmente.

Imaginemos por um instante:

  • Uma suite com vista para a Terra
  • Um spa em ausência de gravidade
  • Um bar onde os cocktails flutuam dentro de bolhas transparentes

Hoje rimos… mas espere umas décadas.

Turismo espacial e alojamento local: que ligação?

É a grande questão: que impacto poderá o turismo espacial ter no alojamento local aqui na Terra?

Porque, mesmo que os nossos clientes não partam todos amanhã para a órbita, o aparecimento deste novo turismo pode mudar muita coisa.

Eis as transformações possíveis.

1⃣ Uma nova concorrência… mas muito lá em cima no céu

Sejamos honestos: o alojamento local tradicional não vai perder os seus clientes para um hotel orbital amanhã.

Mas, a longo prazo, o surgimento de um novo segmento de turismo ultra-premium pode influenciar:

  • As expetativas dos clientes
  • Os padrões do luxo
  • A inovação nos serviços

O veraneante de 2050 poderá comparar o seu jacúzi com o… de um hotel espacial (onde a água nem fica no fundo).

2⃣ Destinos terrestres “espaciais” vão entrar na moda

Espera-se uma subida em flecha do turismo em torno das zonas ligadas ao turismo espacial, nomeadamente:

  • Os espaçoportos
  • Os centros de treino
  • As zonas de observação dos lançamentos

Uma região que acolha um espaçoporto tornar-se-á de certeza num novo polo turístico.

Como Cabo Canaveral, na Florida, mas multiplicado por dez.

Os proprietários de alojamento local situado perto destas futuras infraestruturas poderão ver o seu mercado explodir.

3⃣ Um novo tipo de hóspedes com grandes fortunas

O turismo espacial atrai uma clientela rara:

  • Muito abastada
  • Fã de experiências exclusivas
  • À procura de tecnologia de ponta

Estes hóspedes poderão também procurar:

  • Vilas high-tech
  • Alojamentos de design
  • Experiências premium antes ou depois do voo

Um pouco como umas “pré-férias” ou “pós-férias” em torno da sua aventura espacial.

4⃣ Um impacto nas expetativas tecnológicas nos alojamentos

Os turistas que voam para o espaço não vão, evidentemente, querer regressar para:

Encontrar uma chave de porta clássica

Ligar-se a um Wi-Fi que funciona quando lhe apetece

Dormir num colchão de 2001 (a Odisseia do desconforto)

A prazo, o turismo espacial poderá levar os alojamentos a:

  • Modernizar os equipamentos
  • Acrescentar automatização
  • Integrar experiências imersivas (realidade virtual, observatórios noturnos, etc.)

A fasquia vai subir ainda mais. Literalmente.

5⃣ Uma influência no marketing dos alojamentos

Com o avanço do turismo espacial, vão nascer novas estratégias de marketing, tais como:

  • Alojamentos temáticos “espaço”
  • Ofertas “estadia + observação de lançamento”
  • Experiências imersivas em RV que recordam as viagens orbitais

Até as descrições ficarão mais cósmicas:

“Durma na nossa suite cósmica com vista para as estrelas, sem sair da Terra.”

6⃣ Novas colaborações

Os proprietários de alojamento local poderão estabelecer parcerias com:

  • Empresas espaciais
  • Agências especializadas
  • Centros de treino

Imagine um pacote “Noite + simulador de ausência de gravidade”…

Há muito com que atrair os amantes de sensações únicas.

Alojamento de férias na Lua: ficção científica ou realidade futura?

Os projetos de hotéis lunares ou marcianos existem.

E, mesmo que ainda não estejamos a arrendar um estúdio “Vista Cratera, ideal para observar a Terra ao amanhecer”, os estudos são sérios.

A muito longo prazo, o alojamento de férias poderá tornar-se… interplanetário.

Conclusão: um pequeno passo para o homem, um grande passo para o alojamento local

O turismo espacial está apenas a começar, mas a sua evolução poderá transformar em profundidade o universo do turismo terrestre.

Quanto ao alojamento local, terá de:

  • Adaptar-se às novas expetativas
  • Aproveitar os novos fluxos turísticos
  • Inovar para oferecer experiências cada vez mais memoráveis

Espera-nos um futuro empolgante (e um pouco futurista).

E, mesmo que não levantemos todos voo amanhã, uma coisa é certa: o turismo espacial vai redefinir a nossa forma de viajar… e de arrendar as nossas férias.

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